A tontura é um dos sintomas mais frequentes nos consultórios de otorrinolaringologia e uma das principais razões pelas quais pacientes de Belo Horizonte buscam especialistas. Ela pode ter dezenas de causas diferentes, e identificar qual é a sua é o passo mais importante antes de qualquer tratamento. Tratar tontura "no escuro", sem diagnóstico preciso, não apenas é ineficaz como pode atrasar a resolução de problemas sérios.
A Dra. Mariana Castro Denaro atua há mais de 20 anos como otorrinolaringologista com foco em otologia no Santa Efigênia, Belo Horizonte, e trata regularmente pacientes com tontura de origem labiríntica, especialmente VPPB, Doença de Menière e neurite vestibular. Quando a causa não é labiríntica, a investigação é direcionada ao especialista correto.
Tontura não é diagnóstico: entendendo os tipos
O primeiro passo para o diagnóstico correto é entender que tipo de tontura o paciente está descrevendo. Existem quatro categorias principais:
- Vertigem: sensação de que o ambiente ou o próprio corpo está girando, rodando ou se movendo. É o tipo mais associado ao labirinto. Costuma ser intensa, pode provocar náusea e vômito, e piora com movimentos de cabeça.
- Desequilíbrio: sensação de instabilidade ao caminhar, sem a rotação da vertigem. Pode ter origem no labirinto, no cerebelo ou em neuropatias periféricas.
- Pré-síncope: sensação de desmaio iminente, escurecimento da visão, fraqueza generalizada. Geralmente tem origem cardiovascular, hipotensão ortostática, arritmias, bradiarritmias.
- Tontura inespecífica: sensação vaga de cabeça leve, flutuação, "cabeça vazia". Comum em estados de ansiedade, depressão, hipoglicemia e uso de certos medicamentos.
Causas labirínticas: quando o ouvido é o responsável
O labirinto, estrutura localizada no ouvido interno, é responsável tanto pela audição quanto pelo equilíbrio. Quando ele é afetado, a vertigem resultante costuma ser intensa e bem definida. As causas labirínticas mais comuns são:
- VPPB, Vertigem Posicional Paroxística Benigna: causa mais frequente de vertigem de origem labiríntica. Ocorre quando cristais de carbonato de cálcio (otocônias) se deslocam para os canais semicirculares. A vertigem é desencadeada por movimentos específicos da cabeça, deitar, levantar, virar para um lado, e dura segundos a no máximo dois minutos. O diagnóstico é clínico, feito com os testes de Dix-Hallpike e Roll Test. O tratamento com manobras de reposicionamento (Epley ou Semont) tem taxa de resolução superior a 90% em uma a três sessões. Não requer medicação contínua.
- Doença de Menière: síndrome caracterizada por episódios recorrentes de vertigem intensa (20 minutos a horas), flutuação da audição, zumbido e sensação de plenitude no ouvido. Resulta do excesso de líquido endolinfático no labirinto. O diagnóstico exige audiometria seriada e avaliação vestibular. O tratamento inclui dieta hipossódica, diuréticos e, nos casos refratários, procedimentos minimamente invasivos.
- Neurite vestibular: inflamação do nervo vestibular, geralmente após infecção viral. Provoca vertigem intensa e contínua por dias, sem perda auditiva associada. O tratamento agudo inclui corticoides e supressores vestibulares, seguido de reabilitação vestibular para compensação.
- Labirintite viral ou bacteriana: inflamação do labirinto com comprometimento auditivo e vestibular simultâneos. A forma bacteriana é uma emergência, pode resultar em surdez permanente e disseminação para o sistema nervoso central.
Causas não labirínticas: quando o ouvido não é o problema
Uma parte significativa dos pacientes que chegam ao consultório da Dra. Mariana no Santa Efigênia com queixa de "labirintite" tem, na verdade, uma causa não labiríntica. As mais frequentes são:
- Enxaqueca vestibular: forma de enxaqueca que se manifesta com episódios recorrentes de vertigem, sem necessariamente dor de cabeça intensa. É subdiagnosticada e responde bem a tratamento profilático específico.
- Hipotensão ortostática: queda de pressão arterial ao se levantar rapidamente, provocando tontura e pré-síncope. Comum em idosos, em uso de anti-hipertensivos e em estados de desidratação.
- Causas cardiovasculares: arritmias cardíacas, como fibrilação atrial ou bloqueios, podem reduzir o fluxo cerebral e provocar tontura ou síncope.
- Anemia: a redução de hemoglobina diminui o transporte de oxigênio ao cérebro, causando tontura, fraqueza e cansaço.
- Hipoglicemia: quedas de glicemia, especialmente em diabéticos ou em jejum prolongado, provocam tontura inespecífica, suor frio e palpitações.
- Causas neurológicas: AVC (Acidente Vascular Cerebral), especialmente no território vertebrobasilar, pode se manifestar apenas com vertigem intensa. A presença de outros sinais neurológicos (diplopia, disartria, disfagia, ataxia, hemiparesia) exige investigação neurológica imediata.
- Medicamentos: diversos fármacos provocam tontura como efeito colateral, anti-hipertensivos, benzodiazepínicos, aminoglicosídeos (ototóxicos), anticonvulsivantes e antidepressivos.
- Ansiedade e transtornos do humor: a tontura fobica postural perceptual (PPPD) é reconhecida como condição funcional que provoca desequilíbrio crônico sem causa orgânica identificável. Requer abordagem multidisciplinar.
Como é feito o diagnóstico da tontura em Belo Horizonte
No consultório da Dra. Mariana no Santa Efigênia, a investigação de tontura começa por uma anamnese estruturada: características da tontura (rotatória, flutuante, desequilíbrio), duração dos episódios, fatores desencadeantes e associados, medicamentos em uso, história de infecções, trauma craniano ou cervical, e antecedentes cardiovasculares. Essa conversa inicial já costuma direcionar o raciocínio diagnóstico.
Os exames complementares são solicitados de forma individualizada:
- Audiometria tonal e vocal: avalia a função auditiva e pode revelar perda associada, sugestiva de Doença de Menière ou neurite coclear.
- Vectoeletronistagmografia (VNG): exame que registra os movimentos oculares em resposta a estimulações do sistema vestibular, permitindo avaliar a função de cada labirinto separadamente.
- Teste de Dix-Hallpike e Roll Test: manobras diagnósticas realizadas no consultório, indispensáveis para confirmar VPPB e identificar qual canal semicircular está comprometido.
- Exames laboratoriais: hemograma, glicemia, função tireoidiana, ferro sérico, para descartar causas metabólicas.
- Ressonância magnética de crânio: solicitada quando há suspeita de causa neurológica central, especialmente se a vertigem for contínua, progressiva, ou associada a outros sinais neurológicos.
Tratamento: manobras, medicamentos e reabilitação
O tratamento é sempre dirigido à causa identificada:
- VPPB: manobras de reposicionamento (Epley ou Semont) realizadas no consultório. Resolução em 1 a 3 sessões na grande maioria dos casos. Simples, eficaz e sem necessidade de cirurgia.
- Doença de Menière: dieta com restrição de sódio, diuréticos, supressores vestibulares nas crises agudas. Casos refratários: injeção intratimpânica de corticoide (preserva audição) ou gentamicina (ablação química unilateral). Em último caso, cirurgia de saco endolinfático.
- Neurite vestibular: corticoides na fase aguda, seguidos de exercícios de reabilitação vestibular para compensação do sistema nervoso central.
- Enxaqueca vestibular: tratamento profilático com betabloqueadores, tricíclicos ou topiramato, conforme indicação neurológica.
- Reabilitação vestibular: programa de exercícios progressivos que estimula a compensação central. Indicada para desequilíbrio crônico, hipofunção vestibular unilateral e estados pós-neurite. Realizada com orientação da Dra. Mariana e do fisioterapeuta.
Sinais de alerta que exigem atendimento de emergência
A tontura isolada raramente é emergência. Mas quando ela vem acompanhada dos sinais abaixo, é preciso procurar pronto-socorro imediatamente, sem esperar consulta agendada:
- Vertigem súbita e muito intensa de início em repouso
- Cefaleia severa e de início abrupto ("pior dor de cabeça da vida")
- Visão dupla (diplopia) ou perda de campo visual
- Fraqueza ou dormência em um lado do corpo, face ou membros
- Dificuldade para falar, engolir ou articular palavras
- Perda de equilíbrio severa com incapacidade de ficar em pé ou caminhar
Esses sinais podem indicar AVC de fossa posterior (território vertebrobasilar), que exige tratamento emergencial em hospital com tomografia e equipe neurológica disponível.
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Agende sua avaliação para tontura em Belo Horizonte
Se você tem episódios de tontura recorrentes, vertigem ao mudar de posição, desequilíbrio ou sensação de ouvido cheio, agende uma consulta com a Dra. Mariana Castro Denaro. O consultório fica na Rua Padre Rolim, 515, 8º andar, Santa Efigênia, região central de Belo Horizonte, com fácil acesso de transporte público.
Agendar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
Tontura é sempre labirintite?
Não. 'Labirintite' é um termo popular que engloba qualquer tontura, mas do ponto de vista médico representa uma inflamação específica do labirinto, condição relativamente rara. A maioria das tonturas tem outras causas: VPPB (cristais no labirinto), Doença de Menière, hipotensão ortostática, arritmias cardíacas, anemia, hipoglicemia, enxaqueca vestibular ou ansiedade. O diagnóstico correto depende de avaliação especializada.
O que é VPPB e como é tratada?
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a causa mais comum de vertigem. Ocorre quando pequenos cristais de carbonato de cálcio, chamados otólitos ou otocônias, se desprendem de sua posição normal e migram para os canais semicirculares do labirinto. Qualquer movimento de cabeça desloca esses cristais e provoca vertigem intensa, geralmente com duração de segundos a minutos. O tratamento é feito com manobras de reposicionamento (Epley ou Semont), realizadas no próprio consultório, com taxa de resolução superior a 90% em uma a três sessões. Não requer cirurgia nem medicação contínua.
Quando a tontura é sinal de emergência?
Alguns sinais exigem atendimento de emergência imediato: tontura súbita e intensa associada a dor de cabeça severa, visão dupla (diplopia), fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou engolir, perda de equilíbrio ao caminhar ou queda. Esses sinais podem indicar AVC (Acidente Vascular Cerebral) e não devem ser ignorados. Procure pronto-socorro imediatamente nessa situação.
Quais exames são feitos para investigar tontura?
A investigação começa com uma anamnese detalhada: como é a tontura, há quanto tempo ocorre, se está associada a perda auditiva ou zumbido, quais posições pioram os sintomas. Os exames incluem audiometria tonal e vocal, vectoeletronistagmografia (VNG) para avaliar a função vestibular, o teste de Dix-Hallpike e o Roll Test para diagnosticar VPPB, exames laboratoriais (glicemia, hemograma, função tireoidiana) e, quando há suspeita neurológica, exame de imagem (ressonância magnética).
O que é reabilitação vestibular?
A reabilitação vestibular é um programa de exercícios específicos que treina o sistema vestibular, a visão e a propriocepção a trabalhar em conjunto para compensar déficits de equilíbrio. É indicada principalmente para pacientes com desequilíbrio crônico após neurite vestibular, Doença de Menière compensada ou após cirurgias de ouvido. Os exercícios são progressivos e realizados em casa, com supervisão do otorrinolaringologista e do fisioterapeuta.
A Doença de Menière tem cura?
A Doença de Menière não tem cura definitiva, mas é controlável. Ela se manifesta com episódios recorrentes de vertigem intensa (duração de 20 minutos a horas), perda auditiva flutuante, zumbido e sensação de plenitude no ouvido. O tratamento inclui dieta hipossódica, diuréticos, medicamentos supressores vestibulares nas crises e, em casos refratários, procedimentos minimamente invasivos (injeção intratimpânica de corticoide ou gentamicina) ou cirurgia. O acompanhamento regular com otorrinolaringologista especialista em otologia é essencial.
Fontes e referências
As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Consulte sempre um profissional de saúde habilitado.

